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Valores de bolsa estágio

Valores médios praticados pelo mercado nas remunerações de estagiários  

Superior: 
Média Brasil: R$ 1.083,95

1

Agronomia

R$ 1.846,07

2

Economia

R$ 1.755,64

3

Ciências e Humanidades

R$ 1.425,90

4

Engenharia

R$ 1.313,37

5

Ciência e Tecnologia

R$ 1.309,01

6

Relações Internacionais

R$ 1.296,35

7

Química

R$ 1.281,55

8

Marketing

R$ 1.211,47

9

Farmácia e Bioquímica

R$ 1.192,82

10

Relações Públicas

R$ 1.153,34

 

Superior Tecnológico 
Média Geral: R$ 998,20

1

R$ 1.208,33

2

Tecnol. Sistemas de Informação

R$ 1.096,90

3

Tecnol. Comércio Exterior

R$ 1.080,73

4

Tecnol. Redes de Computadores

R$ 1.068,68

5

Tecnol. Secretariado

R$ 1.061,84

6

Tecnol. Informação

R$ 1.055,69

7

Tecnol. Logística

R$ 998,57

8

Tecnol. Gestão Comercial

R$ 980,88

9

Tecnol. Marketing

R$ 967,69

10

Tecnol. Design Gráfico

R$ 948,59

 

Médio Técnico 
Média Geral: R$ 762,58

1

Técnico em Segurança do Trabalho

 

R$ 929,53

2

Técnico em Química

 

R$ 907,51

3

Técnico em Mecânica

 

R$ 880,32

4

Técnico em Automação

 

R$ 867,07

5

Técnico em Eletrotécnica

 

R$ 822,20

6

Ténico em Eletroeletrônica

 

R$ 815,39

7

Técnico em Eletrônica

 

R$ 791,38

8

Técnico em Mecatrônica

 

R$ 782,25

9

Técnico em Contabilidade

 

R$ 749,96

10

Técnico em Administração

 

R$ 727,71

 

Ensino Médio Regular (colegial)  
Média Geral: R$ 606,73


Estatísticas

Alunos/RegiãoMédio e Médio TécnicoSuperior
Alunos (%)Estagiários (%)Alunos (%)Estagiários (%)
Norte890.654 (9,28%)5.778 (2,22%)654.944 (8,13%)19.733 (2,67%)
Nordeste2.581.218 (26,88%)32.933 (12,67%)1.703.678 (21,15%)56.381 (7,62%)
Centro-Oeste717.683 (7,47%)16.178 (6,22%)751.601 (9,33%)43.695 (5,90%)
Sudeste4.056.904 (42,25%)147.333 (56,67%)3.611.939 (44,84%)444.001 (60,00%)
Sul1.355.117 (14,11%)57.778 (22,22%)1.326.539 (16,46%)176.190 (23,81%)
Total9.601.576 (100%)260.000 (100%)8.048.701 (100%)740.000 (100%)
Fonte: 1.Inep/MEC 2016 2. Abres 2016


No total, são 9.601.576 alunos de ensino médio e técnico e apenas 260 mil estagiam (2,7%). 
No Superior, são 8.048.701 estudantes e, desses, apenas 740 mil estagiam (9,2%).


Matrículas na Educação 

De acordo com dados do último Censo da Educação Básica do Inep/MEC de 2016, existem no Brasil 8.131.988 matriculados no ensino médio. Já no médio técnico temos 1.859.004 alunos em todo o país. Juntando os dois níveis (médio + médio técnico), temos 9.601.576 estudantes, porém 391.766 mil realizam os cursos concomitantemente. 

Já no nível superior, segundo o Censo Inep/MEC 2016, temos 8.048.701 alunos. Desses, 6.554.283 são de cursos presenciais (um diminuição de 0,12% em relação ao ano passado) e 1.494.418 de educação à distância (aumento de 7,2% no mesmo período). 

Em 2016, 16.902.465 candidatos foram inscritos para vestibulares em cursos presenciais e a distância. Contudo, apenas 10.662.501 de vagas foram oferecidas, sendo 73,98% novas e 26,02% remanescentes. Das novas vagas oferecidas, 16,9% foram preenchidas, enquanto apenas 25,5% das remanescentes foram ocupadas no mesmo período. Dos 16,9 milhões de aspirantes a um curso superior, 8.176.833 queriam universidades públicas, enquanto 8.725.632 focaram nas particulares. Infelizmente, desses, somente 19,1% (2.985.644) conseguem atingir o sonho de entrar em uma faculdade. Ou seja, 13.916.821 não tiveram acesso à educação superior naquele ano. 

Dos mais de 8.176.833 milhões almejando uma oportunidade em escolas federais, estaduais e municipais, apenas 6,43% passam (526.562). Nas privadas, a porcentagem sobe para 28,08% (2.450.510) dos cerca de 8,7 milhões. Com relação à pós-graduação stricto sensu, temos no Brasil 325.230 alunos. Ou seja, apenas 3,8% em relação ao índice de estudantes da graduação. 

Ensino Médio e Educação Profissional 

O último Censo Escolar do Inep/MEC 2015 contabilizou aproximadamente 48.796.512 milhões de matrículas distribuídas em diferentes etapas e modalidades de ensino da educação básica. Desses, 8 milhões são do ensino médio e podem estagiar a partir dos 16 anos. Se compararmos entre 2014 e 2015, veremos um declínio considerável de 224.039 alunos, isto é, 2,7%. 

Quando falamos do ensino profissionalizante, é possível notar um baixo número de alunos. Temos 1.917.192 matriculados em todo o país. Esse número aumentou consideravelmente em relação a 2014 (eram 1.374.569), com um crescimento de 39,5%. 

No total, temos 9,6 milhões de alunos no médio e médio técnico aptos a estagiarem, mas apenas 260 mil conseguem uma vaga, representando 2,7% dos estudantes brasileiros. 

Ensino Superior 

De 2002 a 2016, o número de alunos na educação superior passou de 3,5 para 8 milhões. Já o total de concluintes do ano passado subiu 1,1%, passando de 1.150.067 para 1.169.449. É importante ressaltar o número de licenciados formados: 238.919 ( apenas 20,4% do número total de formados), podendo exercer o cargo de professor no ensino médio. Ou seja, cada vez há um menor interesse pela área acadêmica. O bacharelado atrai 61,18% e o tecnólogo 18,38% dos universitários.

Os ingressantes também evoluíram em 2016: atualmente, 2.985.644 entram no ensino superior, contra 1.805.102, há dez anos. São 34.366 cursos de graduação, distribuídos em 2.407 instituições (296 públicas e 2.111 particulares). Quando comparado com 2015, observamos um aumento de 65.422 alunos. 

Apesar do avanço no número de formandos, infelizmente apenas 39,1% dos calouros "pegam o diploma", sendo 246.875 no setor público e 922.574 no privado. Grande parte desses estudantes não conclui ou abandona o curso provavelmente por falta de condições financeiras. Esses números provam a importância do estágio, pois ele contribui para auxiliar o futuro profissional a custear seu curso. Afinal, para estagiar, o jovem obrigatoriamente precisa estar regularmente matriculado. 

Dos mais de 8.048.701 milhões de jovens universitários, 68,95% optaram pelo bacharelado, enquanto 18,89% fazem licenciatura e 11,6% são tecnólogos. Estudam em universidades privadas 6.058.623 (75,27%) e em públicas 1.990.078 (24,72%). 

Quando olhamos para a faixa etária, há 26.742 jovens com menos de 18 anos (0,03%). Entre 18 e 24 anos são 4.127.755 (51,2%), de 25 a 29 anos são 1.594.046 (19,8%), de 30 a 39 anos são 1.568.855 (19,4%) e de 40 a 64 anos, 724.347 (8,9%). 

Além disso, destaca-se o fato de termos 8,04 milhões de estudantes no ensino superior e 9,2 milhões de estudantes inscritos no Enem - Exame Nacional do Ensino Médio, no ano de 2016. Ou seja, um volume superior de estudantes interessados em ingressar em uma graduação. "Os jovens estão cada vez mais motivados a dedicar-se à vida acadêmica, pois reconhecem a importância de uma formação para sua carreira", afirma Seme Arone Junior, presidente da Abres - Associação Brasileira de Estágios. 

Total de Matriculados - Inep/MEC 2016

CursoMatriculadosPorcentagem Total
 
PresencialEADTotal
 
Administração
748.435457.4021.205.837
14,9%
Engenharia
1.056.86440.0711.096.935
13,6%
Direito
861.855469862.324
10,7%
Pedagogia
299.794379.745679.539
8,4%
Ciências Contábeis
253.183102.242355.425
4,4%
Comunicação Social
203.27520.995224.270
2,7%
Computação e Sistemas de Informação
228.65537.450266.105
3,3%
Educação Física
184.46971.670256.139
3,2%
Enfermagem
268.9874.457273.444
3,4%
Psicologia
235.5940235.594
2,9%
Ciências Biológicas
165.91117.481183.392
2,2%
Letras
122.50451.721174.225
2,16%
Total dos doze
4.629.5261.184.3335.813.859
72,2%
Total Brasil8.048.701100%

Total de Concluintes - Inep/MEC 2016

CursoConcluintesPorcentagem Total
 
PresencialEADTotal
 
Administração
102.51337.431139.944
11,9%
Engenharia
108.9963.279112.275
9,6%
Direito
107.742167107.909
9,2%
Pedagogia
62.58562.514125.099
10,6%
Ciências Contábeis
42.75212.55055.302
4,7%
Comunicação Social
32.8777.67440.551
3,4%
Computação e Sistemas de Informação
13.40546113.866
1,1%
Educação Física
15.5101.25816.768
1,4%
Enfermagem
35.1286735.195
3,0%
Psicologia
26.344026.344
2,2%
Ciências Biológicas
37.1372.62739.764
3,4%
Letras
20.355683227.187
2,3%
Total dos doze
605.344134.860740.204
63,2%
Total Brasil1.168.449100%


Ensino Superior Tecnólogo 

A expansão de matrículas também ocorreu no nível tecnólogo, com um aumento de 299% nos últimos cinco anos. Se em 2005, havia 237.066 alunos, em 2016, chegou-se aos 946.229. Do total, 157.000, ou seja, 16,6% estudam em escola pública. Já em instituição privada são 789.229 estudantes (83,4%). Esse tipo de graduação é diferente das convencionais, por ter uma carga horária reduzida e uma grade mais prática, focada na preparação para o mercado. 

Atualmente, ingressam 531.424 alunos nessa modalidade. Entre 2011 e 2012, o número de universitários subiu 22,2%, de 2012 para 2013, 3,8%, de 2013 para 2014, 9,2%, de 2014 para 2015, 10,3%. No entanto, o crescimento no número de estudantes desse nível foi menor de 2015 para 2016, ampliando apenas 1,02%. 

Contudo, esse aumento de alunos em cursos tecnológicos ainda é maior, se confrontarmos com os de bacharelado e de licenciatura. Esses, entre 2012 e 2013, cresceram 4,4% e 0,6%, respectivamente e entre 2013 e 2014, 8,1% e 6,7%, de 2014 e 2015, 3,9% e 1,9%. Porém entre, 2015 e 2016, tanto bacharelado, quanto licenciatura tiveram um leve crescimento: 0,6% e 3,3%. 

De acordo com o Censo de 2016, temos 6.828 cursos tecnólogos no país, sendo 1.186 em instituições públicas e 5.642 em instituições privadas. Em 2016, foram 215.043 concluintes no Brasil. 

Ensino Superior à Distância 

Entre os anos de 2015 e 2016, as matrículas aumentaram 7,2% nos cursos à distância e caíram 1,21% nos presenciais. Desse modo, os cursos de EAD já representam 18,5% do total de matrículas em graduação. 

Dos 1.494.418 alunos matriculados em EAD, 1.371.817 estudam em instituição de ensino privada (91,7%) e 121.601 (8,3%) em instituição pública, já são 1.662 cursos de graduação a distância. Dos matriculados eles se dividem em 641.580 na área de educação, 10.352 em humanidades e artes, 596.457 em ciências sociais, negócios e direito, outros 37.689 estudam ciências, matemática e computação, 40.105 fazem engenharia, 2.333 cursam agricultura e veterinária,108.346 optaram por saúde e bem-estar social, 57.556 serviços. 


O perfil do universitário brasileiro 

O Censo 2016 aponta três tendências no perfil dos universitários brasileiros. Cerca de 45,24% (3.641.263) dos matriculados no ensino superior são formados pelo sexo feminino. Considerando os estudantes matriculados em cursos presenciais, 6.554.283 alunos, 60,6% estudam no período noturno (3.974.392). Ou seja, apenas 2.579.891 (39,3%) cursam durante o dia. 

Por fim, a minoria escolhe ser professor no país, ou seja, apenas 13,4% dos ingressantes optam pela licenciatura, contra 77,5% optantes do bacharelado, outros 8,5% para tecnólogo. 



Quando olhamos a quantidade de universitários por região do país, constatamos: dos 8 milhões de alunos, 654.944 são da região Norte, 1.703.678 do Nordeste, 3.611.939 do Sudeste, 1.326.539 no Sul e mais 751.601 alunos no Centro-Oeste. 

Ingressam 2.985.644 alunos em todo Brasil, sendo 237.639 (7,9% do total) no Norte; 545.943 no Nordeste (18,2%); 1.413.635 no Sudeste (47,3%); 489.636 no Sul (16,3%); e 298.791 no Centro-Oeste (10%). 

Enquanto isso, o número de concluintes é de 1.169.449 universitários, sendo 93.107 na região Norte (7,9%); 220.828 no Nordeste (18,8%); 552.595 no Sudeste (47,2%); 191.658 no Sul (16,3%); 111.261 no Centro-Oeste (9,5%). 

O jovem fora da escola 

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, de 2015, moram na Região Sudeste 42% da população brasileira, na Região Norte, 8,5% e na Região Centro-Oeste 7,5%. Desse total da população brasileira, 51,6% são mulheres e 48,4% são homens. 

Crianças, adolescentes e jovens de até 29 anos de idade correspondiam a 45,7% da população brasileira total, de acordo com a Pnad 2015. Os jovens de 15 a 29 anos de idade correspondiam a 24,1% da população e a taxa de ocupação dessa faixa etária foi de 57,5%. 

Infelizmente, grande parte dos brasileiros não tem acesso à educação. Segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, 15,7% de pessoas entre 15 e 24 anos estão fora da escola. Entre 18 e 24 anos, fase de ingressar em uma universidade, 70% não estudam. Entre os jovens de 15 a 29 anos de idade, um em cada cinco não frequenta a escola e não trabalha. 

A falta da frequência na escola também reflete na busca por um trabalho. Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a taxa de desemprego entre os jovens de 16 a 24 anos, em 2014, foi de 16,6%. Os motivos são diversos: a falta de domínio da língua portuguesa, de ferramentas de informática e postura inadequada, competência aprendidas no contato com educadores. Somente 12% dos jovens entre 18 e 24 anos ingressam em uma faculdade. 

A taxa de ocupação das pessoas de 18 a 24 anos foi de 61%, em 2014, sendo que 46,3% dos jovens neste grupo somente trabalhavam e 14,7% trabalhavam e estudavam. O percentual de jovens nesta faixa etária que somente estudava foi de 15,3%. Já no grupo de 25 a 29 anos de idade, observou-se que apenas 3% estudavam, sendo que 8% conjugava estudo com trabalho. Além disso, 67,6% neste grupo etário somente trabalhavam e a taxa de ocupação foi de 75,6%. 

Vagas de estágio no Brasil 

De acordo com pesquisa realizada pela Abres, o número de estagiários no Brasil antes da aprovação da Lei n° 11.788 era de 1,1 milhão. Segundo a última pesquisa, finalizada em dezembro de 2015, esse número é de 1 milhão, sendo 740 mil para o ensino superior e 260 mil para o ensino médio e técnico. As cifras foram resultados de um levantamento feito com os agentes de integração e instituições de ensino do país. 

Assim, considerando 2008, antes da aprovação da lei e da crise econômica mundial, quando tínhamos 1,1 milhão de estagiários no país, o número diminuiu 9,1%. Segmentando por nível, eram 715 mil no superior e agora são 740 mil, ou seja, um aumento de 3,5%. Já no médio eram 385 mil e agora 260 mil, uma redução de 32,5%. Um dos motivos para o maior avanço no superior é a limitação no artigo 17 da atual lei de estágios, 11.788/2008, para contratação de alunos do ensino médio. Infelizmente, muitos jovens precisaram voltar para casa. 

O maior número de vagas oferecidas são para estudantes de Administração (16,8%), Direito (7,3%), Comunicação Social (6,2%), Informática (5,2%), Engenharias (5,1%) e Pedagogia (4,2%). Apesar disso, em algumas carreiras faltam candidatos para preencher a demanda de oportunidades oferecidas pelas empresas, principalmente Engenharia, Estatística, Matemática, Biblioteconomia, Química e Secretariado Executivo. Nesse caso, as empresas oferecem bolsa-auxílio mais alta. 

Sobre a melhor época para procurar uma vaga, o presidente da Abres dá uma dica aos estudantes. "Nós sempre aconselhamos o jovem a buscar uma vaga já no primeiro ano de curso, dessa forma, é possível construir uma carreira profissional de sucesso desde cedo", afirma Seme Arone Junior. 

Infelizmente, o número de estudantes é muito maior em relação à oferta de vagas e a grande maioria não consegue uma oportunidade. Se analisarmos ainda mais esses números, nos deparamos com uma situação preocupante. Temos 17,6 milhões de possíveis estagiários, quando consideramos a soma dos níveis superior, médio e técnico, porém apenas 5,68% deles conseguem estagiar. 

Pesquisa revela quanto recebe um estagiário no Brasil 

Qual estagiário recebe mais: Química ou Marketing? Logística ou Secretariado? O Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios, realizou a "Pesquisa Nacional de Bolsa-auxílio 2016" e traz as respostas. O estudo revela os valores pagos aos estagiários do Brasil e foi feito entre os dias 25 de outubro e 22 de novembro de 2016. Houve a participação de 20.600 estudantes de diferentes níveis, em todo o país. Os números apresentam a média por empresas e outras estatísticas. 

A média geral paga a um estagiário brasileiro é de R$ 965,63. Para quem está no ensino médio, R$ 606,73; no médio técnico, R$ 762,58; Superior, R$ 1.083,95 e no superior tecnólogo, R$ 998,20. Para o presidente do Nube, Carlos Henrique Mencaci, "o valor da bolsa deve ser compatível com a mensalidade paga pelo estudante, pois grande parcela dos alunos arcam com os custos de sua graduação". Houve um baixo aumento com relação a média de 2015: 1,7% (no ano anterior foi de R$ 949,31). 

Entre as áreas com melhor remuneração, Mencaci destaca Agronomia e Economia, primeiro e segundo lugar no ranking nos dois últimos anos e Engenharia, sempre presente nas edições desse estudo. Por outro lado, "cursos como Pedagogia e Educação Física têm a quantia mais baixa devido à grande quantidade de candidatos para poucas vagas de estágio. O mercado segue a lei da oferta e procura, além da capacitação dos alunos", explica o presidente. 

Veja o ranking no Brasil, dos primeiros colocados, separados por nível e, na sequência, a média por regiões: 

Superior: 
Média Brasil: R$ 1.083,95

1AgronomiaR$ 1.846,07
2EconomiaR$ 1.755,64
3Ciências e HumanidadesR$ 1.425,90
4EngenhariaR$ 1.313,37
5Ciência e TecnologiaR$ 1.309,01
6Relações InternacionaisR$ 1.296,35
7QuímicaR$ 1.281,55
8MarketingR$ 1.211,47
9Farmácia e BioquímicaR$ 1.192,82
10Relações PúblicasR$ 1.153,34

Superior Tecnológico 
Média Geral: R$ 998,20

1R$ 1.208,33
2Tecnol. Sistemas de InformaçãoR$ 1.096,90
3Tecnol. Comércio ExteriorR$ 1.080,73
4Tecnol. Redes de ComputadoresR$ 1.068,68
5Tecnol. SecretariadoR$ 1.061,84
6Tecnol. InformaçãoR$ 1.055,69
7Tecnol. LogísticaR$ 998,57
8Tecnol. Gestão ComercialR$ 980,88
9Tecnol. MarketingR$ 967,69
10Tecnol. Design GráficoR$ 948,59

Médio Técnico 
Média Geral: R$ 762,58

1Técnico em Segurança do TrabalhoR$ 929,53
2Técnico em QuímicaR$ 907,51
3Técnico em MecânicaR$ 880,32
4Técnico em AutomaçãoR$ 867,07
5Técnico em EletrotécnicaR$ 822,20
6Ténico em EletroeletrônicaR$ 815,39
7Técnico em EletrônicaR$ 791,38
8Técnico em MecatrônicaR$ 782,25
9Técnico em ContabilidadeR$ 749,96
10Técnico em AdministraçãoR$ 727,71

Ensino Médio 
Média Geral: R$ 606,73

Sul: R$ 957,27 

Homem: R$ 993,30 
Mulher: R$ 921,24 

Sudeste: R$ 884,91 

Homem: R$ 943,65 
Mulher: R$ 826,18 

Centro-oeste: R$ 1.110,39 

Homem: R$ 1.231,20 
Mulher: R$ 989,57 

Nordeste: R$ 731,79 

Homem: R$ 860,78 
Mulher: R$ 602,81 

Norte: R$ 575,20 

Masculino: R$ 605,29 
Feminino: R$ 545,11

Em relação ao sexo, os rapazes tiveram uma evolução maior com relação às moças, com um aumento de 3,2%, recebendo atualmente R$ 1.021,05. Já para as mulheres, foi mais discreto: 0,7% (R$ 924,14). Em 2015, a diferença entre a média de homens e mulheres era de R$ 71,99 e em 2016 passou para R$ 96,91. Ou seja, a diferença aumentou 34,6%, "Essa variação é reflexo da predominância de alunos do sexo masculino nos cursos detentores das maiores remunerações, como Economia, Agronomia e Engenharias", ressalta Carlos Mencaci. Em um panorama geral, a faixa etária com melhor remuneração no mercado é a dos 24 aos 29 anos, com R$ 1.133,02.


A Abres acredita no estágio como o maior instrumento de inserção do jovem no mercado de trabalho. Com essa oportunidade muitos alunos poderão realizar o sonho de ter uma carreira de nível superior e ainda completar sua formação.

Fonte:
ABRES - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTÁGIOS

 


 
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